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A saga do pentacampeonato
 

Quinta, 4 de julho de 2002, 19h27

» O Mundial dos Bambalas
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» Herói, Ronaldo exorciza seus fantasmas
» Rivaldo dá volta por cima e cala críticos
Jonas Furtado

Foram quatro anos de sofrimento, tempo no qual o orgulho nacional esteve ferido. Após a traumática derrota para a França, em 1998, e a pífia campanha nas Eliminatórias sul-americanas, a confiança dos torcedores na Seleção Brasileira era praticamente nula. Mas num final apoteótico, digno de filme arrasa-quarteirão que lota cinemas e emociona platéias, nossos craques trouxeram a taça de campeões mundiais.

Com festejos e comemorações comparáveis apenas ao mitológico tricampeonato, em 1970, o pentacampeonato já nasce histórico. Primeiro porque garante a hegemonia verde-e-amarela em Copas do Mundo pelo menos até 2014. Segundo, pela maneira como foi conquistado, cheio de vitórias pessoais e consagrações. De Felipão a Rivaldo, de Roberto Carlos a Cafu, passando pela mais bonita delas: a de Ronaldo, o Fenômeno.

A Campanha

A vitória sobre a Alemanha, no dia 30 de junho, foi o desfecho perfeito para a campanha irretocável da Seleção no Mundial 2002. Foram sete vitórias em sete jogos, com dezoito gols marcados e apenas quatro sofridos. Um desempenho avassalador que os números tratarão de eternizar ainda que no presente alguns poucos urubus de plantão, como os ex-jogadores Diego Maradona e Johan Cruyf, tentem diminuir.

A tensa estréia enfrentando a Turquia, a fácil vitória sobre a China, os tropeços da defesa contra a Costa Rica, o sufoco perante à Bélgica, a afirmação contra a Inglaterra, o reencontro com a Turquia, a consagração frente à Alemanha. Em cada jogo, uma história. Em cada história, um herói. Em cada herói, os sonhos e a esperança de uma nação inteira.

Os destaques

Na família Scolari (como o grupo pentacampeão ficou conhecido pela sua união e pela obediência irrestrita às ordens do treinador), destacar um ou outro atleta seria até um crime passivo de punição drástica. Mas é impossível negar que alguns tiveram papel fundamental.

O grande nome sem dúvida foi Ronaldo. Do joelho direito estourado aos gols do pentacampeonato, a vida do atacante ganhou contornos surreais com a espetacular volta por cima protagonizada nesta Copa.

Rivaldo também aproveitou o Mundial 2002 para escrever seu nome na lista dos craques mais importantes do Brasil em todos os tempos. Com atuações de gala e gols decisivos, o meia-atacante enterrou de uma vez por todas as dúvidas em relação ao seu desempenho com a camisa Canarinho.

O lateral Cafu tornou-se o único jogador da história a disputar três finais de Copas do Mundo. E o que dizer do endiabrado Ronaldinho e sua performance mágica contra os ingleses? Ou das defesas do goleiro Marcos frente aos belgas? Sem falar na ousadia e segurança com que o garoto Kléberson tomou conta do meio-campo na final contra a Alemanha.

A consagração

A conquista do penta com uma campanha brilhante, as rivais Argentina e França eliminadas na primeira fase, o primeiro artilheiro brasileiro em Mundiais desde 1950 (Ronaldo, com oito gols). Tudo isso não teria o mesmo valor sem o reconhecimento do povo. Este é o maior de todos os títulos para um jogador de futebol. E ele veio, como nunca se vira antes.

Em dias de jogos, a nação não dormia, para explodir em verde-amarelo ao amanhecer.

Na hora de receber os campeões, Brasília parou na maior manifestação de rua de sua história, segundo a Polícia Militar. Quase meio milhão de pessoas saudaram a chegada. A alegria dos atletas ao serem recebidos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e as cambalhotas do volante Vampeta na rampa do Palácio do Planalto foram o fiel retrato deste grupo vencedor: felicidade, paz de espírito e a certeza do dever cumprido para fazer o que der na cabeça.

É opinião unânime que esta conquista foi mais comemorada pelos torcedores do que o tetracampeonato, nos Estados Unidos, em 1994. Talvez seja o carisma de Felipão e suas reações apaixonadas. Talvez seja o talento dos 3 Erres e suas jogadas fantásticas. Mas a comparação entre os momentos em que a taça foi levantada diz muito.

Enquanto o capitão do tetra, Dunga, escolheu dar uma resposta a seus críticos, o do penta, Cafu, preferiu mandar um recado para sua mulher. “Regina, eu te amo”. Não há sentimento mais contagiante do que o amor - a Seleção pentacampeã é a maior prova disso.

E que venha 2006!
 

Redação Terra
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