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Sérgio Roxo
São Paulo – Ganhar o prêmio de melhor do mundo não é suficiente para um jogador escrever o seu nome na história do futebol. Para entrar no seleto grupo dos deuses da bola, é necessário brilhar em uma Copa do Mundo. É nesta competição que se separa os homens dos meninos, o joio do trigo.
O Mundial da Coréia e do Japão serviu para Rivaldo – melhor do mundo em 99 - provar que está no grupo dos grandes. Foram cinco gols. Mas mais do que isso a competição serviu para o jogador fazer definitivamente as pazes com a torcida e calar os críticos.
Há alguns meses, seria difícil imaginar que o atacante poderia apagar a fama de amarelão com a camisa brasileira. Rivaldo passou toda a última temporada do futebol europeu alternado jogos e longos períodos no departamento médico.
O joelho esquerdo não dava sossego ao jogador. A torcida do Barcelona e a imprensa da Espanha não perdoavam os períodos de ausência e a dedicação do jogador à Seleção. No Brasil, as críticas após cada jogo da Seleção não eram menores.
Pressionado de todos os lados, Rivaldo cogitou a hipótese de dizer um não definitivo à Seleção. Em 15 de novembro de 2000, o jogador foi xingado em coro no Morumbi na vitória do Brasil, de Leão, por 1 a 0 sobre a Colômbia, nas Eliminatórias.
A idéia de dar um adeus definitivo foi esquecida. Mas o ombro amigo e a tranqüilidade para se recuperar, Rivaldo só foi encontrar com Felipão. Logo na primeira entrevista, o novo treinador afirmou: "O Rivaldo tem crédito e precisa ir mau em 10 jogos seguidos para eu rever minha posição sobre ele."
O atacante não chegou a fazer as 10 partidas ruins, mas seguiu dando um show de péssimas atuações. Parecia que ele estava guardando toda a genialidade para o Mundial. Rivaldo sofreu com nova contusão e não disputou o final de temporada pelo Barcelona, em maio. Foi cogitada até a possibilidade do atacante não disputar a Copa.
Mas Felipão atacou mais uma vez de teimoso. Apostou no craque e foi recompensado. Além de um bom futebol, Rivaldo também mostrou uma nova face dentro da competição: deu entrevista, mostrou simpatia diante das câmeras e carisma. Ou seja, virou um ídolo.
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