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Luiz Zini Pires: Ronaldo Fenômeno
 

Domingo, 30 de junho de 2002, 12h31

O Brasil ganhou a Copa mais fácil da sua história recente. O sofrimento, a cada 90 minutos, foi mínimo. Mesmo os cardíacos dispensaram os medicamentos de emergência. A Seleção jogou sete vezes e ganhou todas. Foi 100% e merece um festa igual.

A Seleção não brilhou, nem deu espetáculo e parece que nem precisou. Foi apenas vencedora (e alguém deseja mais?). Deixou quatro europeus pelo caminho, dois deles campeões mundiais, um latino e outro oriental. Ninguém contesta as medalhas de ouro do campeonato. Pode reclamar do futebol, mas aí a conversa é outra, outro dia, talvez menos barulhento, muito menos festivo.

Com cinco títulos mundiais na conta, a Seleção não vê ninguém à sua frente. Nem usando um binóculo importado. O mais recente inimigo, a Alemanha, ao lado da Itália, soma três campeonatos. As duas necessitam de mais duas finais e duas vitórias para encostar. Durante oito anos, pelo menos, o Brasil se mantém na liderança. Há, logo ali, em 2006, a possibilidade do hexa.

Dormimos com um penta batendo na cabeça. Palavra mágica que aparecia em todas as discussões desde 1994. Agora, o nome mudou. O hepta vai nos perseguir durante mais quatro anos. O futebol é assim mesmo. De onde não se espera nada, sai quase tudo. O melhor goleiro da Copa, Oliver Khan, 33 anos, falhou uma única vez durante sete jogos decisivos. Soltou, no segundo tempo da final, uma bola que jamais poderia soltar, mesmo em treinamento.

Na área, respirando o mesmo ar rarefeito, Ronaldo Luiz Nazário de Lima, 25 anos, esperava o rebote que ninguém imaginava. Centroavante por natureza, ele sempre espera. Foi com um simples toque, macio e mortal, que a Alemanha sentiu a bola na rede e o Brasil começou a buzinar.

A Fifa pode eleger o craque que desejar. É função da entidade. Quem sabe, Rivaldo? O Brasil, que foi buscar a Taça Fifa e não o troféu de melhor craque, sabe que Ronaldo, e não Rivaldo, é o nome da eleição. Não existe outro candidato. Não houve nada parecido com ele.

Ronaldo quebrou um recorde. Fez oito gols e foi o goleador do torneio, superando um número que vinha desde a Copa de 1974, com o polonês Lato, e foi um jogador completamente decisivo na demorada passagem do tetra para o penta. Pedir mais é exigir milagre e os milagres, quem sabem, podem ser guardados para a próxima Copa.

O centroavante chegou como dúvida, graças a mão santa e sábia do tecnico Luiz Felipe Scolari, e volta como o melhor. Seu prêmio maior, puro prazer, é olhar o termo Fenômeno acoplado outra vez ao seu nome. Ronaldo coloca o Nazário de lado e recupera o Fenômeno.

Ronaldo Fenômeno, a Taça Fifa erguida com as duas mãos, é a imagem da vitória. Depois de quatro doloridos anos, Ronaldo é o mais feliz de todo os brasileiros.

O passado passou. Ronaldo já encostou em Pelé. Fez 12 gols em duas Copas e tem mais duas pela frente. Empatar com o Rei é tudo que um jogador espera. Imagine a felicidade do craque que pode superar o maior de todos os tempos.
 

Redação Terra
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