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Porto Alegre - O Mundial da Coréia do Sul e do Japão foi a consagração para um dos técnicos mais vitoriosos e polêmicos do Brasil. Tachado de violento e autoritário, Luiz Felipe Scolari chegou neste domingo ao penta depois de resgatar a auto-estima da Seleção Brasileira, conquistar a confiança da torcida e se transformar, de jogo em jogo, numa quase unanimidade nacional. Depois da vitória do Brasil, resta aos críticos admitirem: ok, ele venceu.
O título do Mundial é o ápice de uma carreira que começou na zaga do Aimoré, clube do Rio Grande do Sul. Jogador apenas esforçado, Felipão pendurou as chuteiras em 1981, no CSA, de Alagoas, e iniciou a carreira que o deixaria conhecido: de técnico. Ainda em 1982, conquistou o primeiro título, de campeão alagoano com o CSA.
Só a partir de 1991, porém, o técnico ganhou projeção. Venceu a Copa do Brasil, comandando o Criciúma. Três anos depois começaria no Grêmio o caminho que o tornou conhecido. Mesmo conquistando os títulos da Copa do Brasil (1994), Libertadores (1995) e Brasileiro (1996), enfrentou críticas pelo estilo combativo do time. Para os críticos, era um treinador que pregava a violência e mandava os jogadores agredirem o adversário. A fama o acompanhou no Palmeiras (1998 a 2000) e Cruzeiro (2000 a 2001), depois de uma passagem pelo Jubilo Iwata, do Japão (1996 a 1997).
No ano passado, Felipão assumiu o comando da Seleção Brasileira com forte apoio popular. A equipe teve dificuldades nas eliminatórias, só se classificou em terceiro e acabou chegando ao Mundial sob ceticismo.
Para piorar, o técnico ainda ignorou a exigência nacional pelo tetracampeão Romário. Felipão preferiu apostar na juventude e na recuperação de Ronaldo e Rivaldo, ambos se recuperando de lesões. Também se destacou ao criar um grupo de jogadores unido.
O resultado: mesmo sem dar show, a Seleção foi eficiente e venceu. Para alegria de Felipão, que agora vê prevalecer a tese de que o importante é vencer, jogando feio ou bonito.
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