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São Paulo - O Brasil é o país do futebol - e continuará sendo, pelo menos, nos próximos 12 anos. Mais do que o pentacampeonato, o triunfo deste domingo sobre a Alemanha garantiu a hegemonia absoluta no esporte mais popular do planeta.
Até a Copa de 2014, nenhuma outra seleção poderá superar a Brasileira em números de títulos mundiais conquistados.
A matemática é simples: a taça levantada pelo capitão Cafu foi a quinta da história da Seleção Canarinho. Ainda que Alemanha ou Itália, nossos seguidores mais próximos (três títulos cada), vençam as duas próximas edições do torneio, em 2006 e 2010, conseguirão, no máximo, igualar o penta verde-e-amarelo.
Ninguém pode com o Brasil também quando o assunto é número de pontos ganhos (147) e gols marcados (191) em Copas do Mundo. Em finais disputadas, apenas os alemães competem de igual para igual: foram sete grandes decisões (1950, 58, 62, 70, 94, 98, 2002), três delas consecutivas, marcas idênticas às dos germânicos.
Os feitos dos antes desacreditados comandados de Felipão não param por aí. É a primeira vez desde 1950 que o Brasil tem o artilheiro do Mundial, Ronaldo, com oito gols - o único goleador máximo, desde 1974, a marcar mais de seis vezes. Ao lado de Rivaldo, o “Fenômeno” forma o ataque brasileiro mais eficiente de toda a história das Copas do Mundo: juntos, eles marcaram 20 gols nos Mundiais de 1998 e 2002.
Ao superar a Alemanha, o Brasil manteve também a escrita de ser a única seleção a vencer a Copa fora de seu continente - e por duas oportunidades. A primeira fora em 1958, na Suécia.
Confirmou, por fim, a supremacia sul-americana sobre os europeus. Agora são nove títulos para a América do Sul, contra oito da Europa.
Em uma mistura de ironia do destino com competência absoluta, foi justamente no Mundial das zebras que a mais tradicional de todas as seleções ampliou seu domínio implacável sobre as demais nações do planeta bola.
Longa vida aos reis do futebol!
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