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O presidente palestino, Yasser Arafat, tem marcada para hoje, quinta-feira, uma reunião do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) com representantes do Hamas e da Jihad Islâmica. Assim informaram fontes próximas ao presidente palestino, que disseram que o diálogo entre Arafat e os distintos movimentos e facções palestinas continua aberto, com vistas à "unificação das filas palestinas frente à escalada militar israelense". A reunião de hoje está precedida por outra realizada na noite de ontem pelo Comitê Executivo da OLP, que, presidido por Arafat, tinha como objetivo "reorganizar questões internas", disseram fontes palestinas. Do encontro, no qual foram debatidas formas para unificar a liderança palestina frente às recentes agressões israelenses e incluir os grupos islâmicos na OLP, também participaram representantes do Hamas e da Jihad Islâmica. Segundo Omar Hamdan, representante do Hamas em Ramala e que participou do encontro de ontem, seu movimento não descarta a união à OLP. O militante assegurou que a Resistência Islâmica "está preparada para se somar à OLP e participar da administração de Gaza quando Israel se retirar deste território". Por outro lado, milhares de palestinos participaram na cidade de Gaza de uma manifestação em solidariedade a Yasser Arafat, ameaçado recentemente pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon. "Não há lugar nem para a ocupação, nem para os assentamentos em nossa bendita terra, nem para os muros racistas que cercam nossos terrenos", declarou Arafat aos manifestantes na cidade de Gaza num discurso por telefone difundido por alto-falantes. Em relação às ameaças renovadas de Sharon contra sua pessoa, o presidente da ANP disse: "Minha vida não tem mais valor que a das crianças palestinas. Nós somos todos mártires e defendemos nossa bendita terra e os lugares sagrados em Jerusalém, tanto para os cristãos como para os muçulmanos". Por sua vez, o ministro palestino de Assuntos Exteriores, Nabil Shaath, pediu hoje ao Quarteto de Madri que retome a aplicação do chamado de "Mapa de Caminho", por meio de uma cessar-fogo entre as duas partes. "Também iremos enfatizar aos membros do Quarteto nossa rejeição à recente escalada militar israelense e às contínuas ameaças contra o líder palestino Yasser Arafat", comunicou Shaath. Representantes do Quarteto de Madri se reunirão em 4 de maio em Berlim, encontro que o ministro palestino para as Negociações, Saeb Erekat, classificou como "crucial". EFE pdp sc
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