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Especialistas israelenses em segurança acham que o ataque terrorista cometido na terça-feira passada no bairro residencial Al Maza de Damasco foi "fabricado" pelo Governo do presidente sírio, Bachar al Assad, informa hoje, quinta-feira, o jornal Yediot Aharonot. Segundo os especialistas, que não foram identificados pelo jornal israelense, a informação em torno do ataque armado e com explosivos de sete pessoas, três das quais morreram, apresenta várias dúvidas, e entre elas como puderam infiltrar-se em um dos bairros mais vigiados de Damasco. Em Al Maza há várias embaixadas estrangeiras, mas os supostos terroristas, cujas identidades não foram informadas pelas autoridades sírias, atacaram escritórios desabitados da ONU. Outra das perguntas feitas por Yediot Aharonot é como os órgãos sírios de segurança não detectaram o armazenamento em um prédio residencial de uma quantidade gigante de armas -algumas de velha data-, e de munição. Se o ataque foi cometido por agentes da rede islâmica Al Qaeda, questiona o jornal, por que o fizeram contra um edifício abandonado e não contra alguma das embaixadas, entre elas a dos Estados Unidos? Segundo os especialistas em segurança israelenses, o presidente Al Assad está interessado em se inserir entre os países do "clube anti-terrorista" para "libertar-se das suspeitas e das pressões dos EUA", cujo presidente, George W.Bush, lhe acusa de permitir a atuação de "organizações palestinas terroristas" em Damasco. Também não foram encontradas respostas pelos especialistas israelenses para a velocidade de reação neste caso das autoridades sírias depois do ataque pois, anteriormente, a tendência diante desse tipo de incidentes era desmentir ou diminuir sua importância, e a deter os jornalistas que tentavam proporcionar a informação. Outras incógnitas é saber quem convidou os fotógrafos da imprensa para testemunhar o incêndio nos escritórios abandonados da ONU e conhecer os motivos pelos quais as autoridades sírias não mostraram nem os detidos nem os corpos dos mortos. EFE msr lc
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