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Jeremy Greenstock, que durante seis meses foi enviado do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, no Iraque, aconselhou os ex-diplomatas que na segunda-feira condenaram, em uma carta, a política do governo britânico no Oriente Médio, revela hoje, quinta-feira, o "The Times". Segundo a publicação, Greenstock conversou com os autores da carta, entre eles Oliver Miles, antigo embaixador em Atenas e Trípoli, e não a assinou devido à posição que ocupa, embora compartilhe muitas das idéias apresentadas no texto. "Estive em contato com Jeremy, somos velhos amigos", disse Miles ao jornal. "Compreensivelmente, ele pensou que seria um pouco falso assinar a carta, mas tinha opiniões interessantes sobre o Iraque. Essas opiniões foram refletidas na carta". Greenstock, embaixador do Reino Unido nas Nações Unidas antes da guerra, foi escolhido por Blair para supervisionar o pós-guerra e a reconstrução do Iraque. No entanto, após seis meses como máxima autoridade britânica no país árabe, em março o diplomata rejeitou o pedido de Blair para que permancesse no país até a transferência de poder aos iraquianos, prevista para 30 de junho. Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores declarou ao periódico que Greenstock nunca teve a intenção de assinar a polêmica carta, na qual 52 ex-diplomatas condenaram a política de Tony Blair no Oriente Médio e pediram a ele que deixe de apoiar a estratégia dos EUA no Iraque e em Israel, "condenada ao fracasso". Os diplomatas também criticaram o apoio de Blair e Bush ao plano unilateral de Israel de retirada parcial dos territórios ocupados. A suposta participação de Greenstock na elaboração da carta poderia indicar, segundo o "The Times", que as divergências com a política do Governo trabalhista são do mais alto nível. Segundo fontes consultadas pela publicação, Greenstock, que está prestes a se aposentar após uma bem-sucedida carreira diplomática, se sentiu frustrado no Iraque e teve uma relação difícil com o administrador dos Estados Unidos, Paul Bremer. EFE tcr sc
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