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As Brigadas Izadin Al-Kasam, afiliadas ao Hamas, assumiram hoje, quarta-feira, a autoria do assassinato em Gaza de um jovem palestino, o qual acusaram de ser um traidor. Yamal Selmi, de 28 anos de idade, morreu com vários tiros na cabeça e no peito, confirmaram fontes médicas palestinas. O assassinato de Selmi é o primeiro cometido pelas milícias na Faixa de Gaza desde que a Intifada começou. O assassinato ocorreu horas depois que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o Movimento de Resistência Islâmica chegassem a um acordo em relação ao problema dos traidores palestinos que trabalham para os serviços de segurança israelenses. O acordo foi feito hoje depois que o diretor do Serviço de Segurança Preventiva da ANP, Rashid Abu Shabak, reuniu-se na cidade de Gaza com vários representantes de segundo nível do Hamas. Terminada a reunião, Shabak pediu às organizações políticas e a suas respectivas milícias que não façam justiça com suas próprias mãos e coloquem os suspeitos à disposição da própria ANP para que sejam investigados e julgados. "Nenhuma facção palestina tem o direito de perseguir os traidores por sua conta", declarou, afirmando que o problema só será solucionado através da colaboração entre as organizações e que a responsabilidade é patrimônio exclusivo da ANP. "Enquanto houver a ANP, que é responsável pela segurança interior, esta deve assumir a função de julgar essas pessoas e levá-las à Justiça", acrescentou o diretor. Dessa forma, Abu Shabak evitou comentar as informações recentemente publicadas sobre a possibilidade de que as Brigadas Izadin Al-Kasam e as dos Mártires de Al-Aksa afiliadas ao Movimento Al Fatah empreendam sua própria caça às bruxas contra os colaboracionistas.EFE alg rs
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