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O Supremo Tribunal de Israel indeferiu hoje, quarta-feira, vários recursos que pediam o adiamento do referendo interno que o Likud fará domingo sobre o "plano de desligamento" elaborado pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, presidente do partido. Segundo a edição eletrônica do jornal "Jerusalem Post", um dos recursos pedia que o referendo fosse adiado até que o procurador-geral do Estado, Menahem Mazuz, adotasse uma decisão firme sobre se processará ou não Sharon e seus filhos por corrupção. Segundo a mesma fonte, outro dos recursos negados pede que o plano - cuja aplicação levaria à evacuação dos 21 assentamentos na Faixa de Gaza e a outros quatro no norte da Cisjordânia - seja levado ao Conselho de Ministros para sua aprovação, independentemente do resultado do referendo de domingo. Esse último recurso se baseia na argumentação jurídica de que o "plano de desligamento" é de competência exclusiva do governo, não do Likud ou de qualquer outra força política. O primeiro-ministro se mantém em silêncio sobre qual será seu comportamento se o resultado da votação interna, que seria uma espécie de moção de confiança dentro de seu próprio partido, for negativo. Uma das opções seria a convocação de eleições antecipadas para a busca de apoio popular, dado que as pesquisas mostram que Sharon conta com o apoio da maioria da população, ou a formação de um governo de unidade nacional junto com o Partido Trabalhista e os liberais de Shinui. Tanto o vice-primeiro-ministro, Ehud Olmert, que apóia o plano de Sharon, como o ministro para Assuntos da Diáspora, Natan Sharansky, que se manifestou contra, disseram hoje publicamente que um resultado negativo não deveria originar a renúncia obrigatória do atual primeiro-ministro. Em declarações feitas hoje à Rádio Militar, Olmert, que ocupa a pasta de Comércio e Indústria, declarou que "é importante que tenhamos êxito no referendo e que Sharon continue no cargo". EFE vh dg/sc
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